Escrevo aqui tudo aquilo que não mereces que eu te diga. Primeiro que tudo, queria dizer que te amo. Com a mesma intensidade que te amava quando me levavas a ver as estrelas naquelas madrugadas quentes de Verão, em que o mundo parava por uns momentos e só interessavas tu e eu. Escrevo-te amargurada, com um aperto no coração, soluçando por entre as lágrimas que me escorrem pelo rosto. Amo-te e não devia. Como esquecemos o amor de uma vida, a nossa alma gémea? Como apagamos das nossas vidas a passagem mais feliz, mais importante? Já deixei de tentar encontrar justificações para as tuas atitudes. Apetece-me morrer. Estou cansada de ouvir as opiniões, as sugestões, os conselhos que toda a gente insiste em dar. Ninguém percebe porque ninguém viveu o que nós vivemos. Ou o que eu vivi. Queria arranjar uma forma de te perdoar, mas não consigo. É um conflito de sentimentos, por um lado amo-te mais do que alguma vez saberei amar alguém, por outro não te quero de volta. Não quero viver uma vida desconfiada de tudo aquilo que fazes, sempre à espera que voltes a cair no vício e me faças ficar sem nada novamente. Essa pessoa não és tu. Não podes ser tu, caso contrário eu sou a maior otária à fase da terra que não soube ver a pessoa que tinha a meu lado. E tu não soubeste aproveitar a vida que tínhamos juntos, os planos que fizemos para o nosso futuro. Fiz tantos sacrifícios por nós. Mudei de país à procura de uma vida melhor e tu tiraste-me tudo. Como é que alguém pode fazer isso? Como é que podes continuar a dizer que me amas? Como é que o teu abraço continua a ser o lugar mais seguro do mundo, apesar de tudo? Como é que se segue em frente depois de tudo, como é que se volta a confiar em alguém, a amar alguém. Só te queria a ti, só te quis sempre a ti, desde que me lembro, desde que me conheço, só quis alguém como tu. Como é que ultrapassa isto?
Life is a trip
segunda-feira, 30 de março de 2015
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Burocracias (ou a falta de sensibilidade de algumas pessoas)
Muita gente se queixa de que Portugal é um país cheio de burocracias. Pois bem, de todos os países onde já vivi (vá, foram só três), Portugal é de longe o menos burocrático. Quando vim para Inglaterra, o meu objetivo era permanecer nas residências do hospital o menos tempo possível e trazer para cá o meu namorado. Juntei alguns trocos e, tendo em conta as rendas exorbitantes de uma simples casa, decidi procurar um t2 em conjunto com uma amiga minha que planeia, igualmente, trazer para cá o seu namorado. Encontramos um apartamento perfeito, dois quartos, duas casas-de-banho, uma vista perfeita, ginásio para os moradores, enfim, não podia pedir mais. Desde o primeiro dia dissemos que planeavamos viver com os nossos namorados. Iniciamos o processo de arrendamento em dezembro, a casa ficaria disponivel a meio de fevereiro. O meu namorado despediu-se, marquei-lhe vôo e à última da hora a minha senhoria resolveu que quatro pessoas a viver num t2 era muita gente e que preferia alugá-lo apenas a um casa. Ah sim, faz todo o sentido um casal sem filhos querer um t2 com duas casas-de-banho. Agora dois casais nessas condições aparentemente é uma ideia do demónio. Resultado, o meu namorado chega daqui a doze dias, eu deixo as residências do hospital daqui a dez dias and guess what? Não tenho sítio para ir viver! E agora perguntam vocês, então mas porque é que não levam para lá os vossos namorados sem a senhoria saber? Parece um plano perfeito tirando a parte de a senhoria ter o direito a fazer "revistas" à casa e se detetar alguma irregularidade pode expulsar-nos e fazer-nos pagar a renda até à finalização do contrato. Não sei o que faça à minha vida, vou só ali cortar os pulsos e volto já.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Almas gémeas
Quando te vi pela primeira vez gostei de ti. Um gostar inocente, platónico, de quem não espera retorno. Vi-te todos os dias durante um mês. Passavamos quase doze horas juntos por dia, num trabalho de verão aborrecido. Tinhas os teus amigos e eu tinha os meus. Se calhar trocamos meia dúzia de palavras, já nem me lembro bem. Tinhas aquele ar de gingão e um brilho no olhar que me incomodava. Com o tempo todos os teus amigos me foram adicionando no facebook e eu nem sabia o teu nome. Percorri as suas listas de amigos na esperança de encontrar uma cara familiar, mas desisti. No ano seguinte voltamos a encontrar-nos. O mesmo trabalho monótono, as mesmas pessoas. Uns meses mais tarde pediste-me amizade no facebook. Começamos a falar como se nos conhecessemos na perfeição. Depois desapareceste. Sempre te achei um pássaro livre. Vives a tua vida sem dar grande importância ao que os outros pensam. A tua ausência incomodou-me, mas com o tempo fui-me habituando. Um dia enviaste-me uma mensagem por engano. Voltamos a falar com a mesma cumplicidade de sempre. Passaram meses, não havia um dia em que não falássemos. Não sei dizer quem se apaixonou primeiro mas acho que tu lutaste mais contra isso do que eu. Sou mais simples que tu nessa coisa dos sentimentos. Disseste que me ias magoar, que não eras boa pessoa e que a tua vida era demasiado complicada para mim. Juraste que eu nunca te iria entender, que éramos demasiado diferentes para que a nossa relação resultasse. Mas eu só quis saber desse brilho no olhar, da cumplicidade das palavras ditas no silêncio da noite. Eu era a estabilidade na tua vida. Tu trouxeste-me a aventura, os impulsos, a vontade de viver e de aproveitar a vida. Eu mostrei-te o meu lado responsável, ponderado, de quem pensa duas vezes antes de agir. E estas diferenças tornaram-se num equilíbrio perfeito. Sempre vi o teu lado bom, nunca me desiludiste. Acho que me apercebi que te amava no dia em que fomos acampar juntos. Ninguém se lembra de acampar no meio do nada em pleno mês de março. Fizeste uma fogueira e ficamos a ver as estrelas, só os dois... a vida parecia tão simples nessa altura. Quis ficar lá contigo para sempre, só os dois, fazíamos uma fogueira todos os dias e observavamos as diferentes fazes da lua a cada noite que passava. Não consigo imaginar a minha vida sem ti, sem a tua presença constante, sem o teu amor, sem as gargalhadas que me proporcionas todos os dias. És a maior certeza que tenho na vida e todos os dias agradeço por isso. Vou lutar por ti até ao fim dos nossos dias, afinal de contas as almas gémeas estão destinadas a ficar juntas.
sábado, 31 de janeiro de 2015
A morte
"Ensinam-nos a forma correcta de puncionar um doente. A maneira
como devemos segurar o cateter, o ângulo correcto e o sítio onde devemos
picar... ligeiramente afastado da veia para depois a picarmos, sem
afundar muito a agulha para não perfurarmos a veia de uma ponta à outra.
Depois a forma como ligamos o soro, já previamente expurgado.
Ensinam-nos a algaliar com o movimento
correcto. Não podemos esquecer de encher o balão com água destilada em
vez de soro. Ensinam-nos a fazer pensos... gases gordas, hidrofilmes.
Ensinam-nos a colocar sondas nasogástricas. A distinguir o som quando a
sonda está no estômago e a quantidade de sonda que é necessário
introduzir para que esta faça o percurso do nariz ao estômago.
Nunca
ninguém me ensinou como reagimos quando nos morre um doente, de um dia
para o outro, sem que nada faça prever este desfecho. E eu sei que sou
nova, que sou só aluna do primeiro ano e que se não sei lidar com a
morte não devia ter escolhido esta profissão. Mas há coisas que não se
ensinam e esta é uma delas. Não foi um simples doente que morreu. Foi um
senhor com quem eu passei dias a fio, que se despediu de nós a chorar
quando teve alta. Foi um senhor que me ensinou muito, que não se
importava que eu fosse estagiária e que as coisas não corressem tão bem.
Foi o “meu” senhor, o meu primeiro doente e que me respondia com um
sorriso quando eu lhe perguntava onde podia comprar rede de pesca. Foi
um senhor que deixou uma esposa fantástica e que ainda mantinha
esperança quando eu a encontrei na sala de espera das urgências.
Obrigada por tudo Sr. O. Sei que contribui um pouquinho para a sua
felicidade nestes últimos dias e quero que saiba que não fui só eu que
fiz alguma coisa por si, o senhor também fez muito fez muito por mim e
gostava de lhe agradecer por isso. Obrigada."
Escrevi este texto há quatro anos. Lidar com a morte continua a ser a minha maior dificuldade. Mas isso, já deixou de me preocupar. Lido mal com a morte, pior, lido mal com o sofrimento. Apego-me demasiado aos doentes. O que é bom para eles e mau para mim. Já deixei de querer saber. Sofro muito, choro em casa e acreditem que faço o meu processo de luto pelos doentes. Sou enfermeira, não sou uma máquina e mau será se algum dia olhar para uma pessoa que morreu e só ver ali um corpo. Que palavra feia. Morremos e ficamos reduzidos a um corpo? Como se de um objeto se tratasse? Recuso-me a aceitar isso, recuso-me a aceitar quando duas enfermeiras prestam os cuidados à pessoa depois de morta enquanto falam da telenovela que passou na televisão na noite anterior. Bolas, é uma pessoa, como é que isto não mexe um bocadinho com toda a gente? Não é só um coração que deixou de bater. Não sou religiosa, talvez por isso o meu respeito pela morte seja muito grande. Porque para mim a morte significa, inevitavelmente, o fim. E isso é de uma tristeza imensa. Ficarmos reduzidos a isso. Todas as vivências, todas as experiências, todas as vezes que choramos de tristeza ou de alegria, acabam ali, naquela fração de segundos e não sobra mais nada. Vou continuar a chorar a morte dos meus doentes, a tentar ao máximo dignificá-los. Mesmo que sofra mais. Não importa.
Escrevi este texto há quatro anos. Lidar com a morte continua a ser a minha maior dificuldade. Mas isso, já deixou de me preocupar. Lido mal com a morte, pior, lido mal com o sofrimento. Apego-me demasiado aos doentes. O que é bom para eles e mau para mim. Já deixei de querer saber. Sofro muito, choro em casa e acreditem que faço o meu processo de luto pelos doentes. Sou enfermeira, não sou uma máquina e mau será se algum dia olhar para uma pessoa que morreu e só ver ali um corpo. Que palavra feia. Morremos e ficamos reduzidos a um corpo? Como se de um objeto se tratasse? Recuso-me a aceitar isso, recuso-me a aceitar quando duas enfermeiras prestam os cuidados à pessoa depois de morta enquanto falam da telenovela que passou na televisão na noite anterior. Bolas, é uma pessoa, como é que isto não mexe um bocadinho com toda a gente? Não é só um coração que deixou de bater. Não sou religiosa, talvez por isso o meu respeito pela morte seja muito grande. Porque para mim a morte significa, inevitavelmente, o fim. E isso é de uma tristeza imensa. Ficarmos reduzidos a isso. Todas as vivências, todas as experiências, todas as vezes que choramos de tristeza ou de alegria, acabam ali, naquela fração de segundos e não sobra mais nada. Vou continuar a chorar a morte dos meus doentes, a tentar ao máximo dignificá-los. Mesmo que sofra mais. Não importa.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Os cabrões.
Os cabrões passam-me ao lado. Confiantes, convencidos, com o rei na barriga e aquele discurso sedutor que serve para toda e qualquer rapariga que por eles passe. Normalmente (existem exceções), não primam muito pela inteligência, no entanto acham-se superiores a toda a gente. Entretidos pelo seu ego, sobra-lhes pouca concentração para as pessoas à sua volta. Um dia, num passado que me parece mais longínquo do que realmente é, apaixonei-me por um cabrão. O típico cabrão. Eu tinha acabado com uma relação de cinco anos, com o único rapaz com quem tinha estado. Ele era seis anos mais velho, rapaz sabido e com um historial de pseudo-relações amorosas. Conheci-o numa discoteca, numa noite académica em que, entre bebidas, acabamos por falar com toda a gente. Ele era o predador, eu a sua presa. Ficou com o meu número e no dia seguinte jantamos juntos. Ao contrário da maior parte dos cabrões não me tentou levar para a cama nesse dia. Aliás, durante algum tempo convenceu-me que não era um verdadeiro cabrão. Tomamos café todas as noites durante um par de semanas e eu acredito que o fiz esquecer do seu verdadeiro propósito - levar-me para a cama. Digo isto porque durante esses tempos ele esqueceu-se de todo aquele egocentrismo que o caraterizava, tínhamos conversas interessantes e pasmem-se, chegamos a discutir obras literárias. Apaixonei-me por um cabrão e soube disso de imediato. Os cafés deram lugar a jantares na minha casa, a beijos apaixonados e a noites quentes no meu quarto, com ele a sair sorrateiro de manhã para ir para as aulas. Ao fim de semana, quando voltávamos a casa, eu ia ter com ele porque ele me pedia e porque eu achava que era diferente, que se podia mudar a personalidade de um cabrão. As conversas diárias foram dando lugar a mensagens curtas que acabavam, inevitavelmente, na cama. Um dia fartei-me. Ganhei coragem e deixei que o meu cérebro falasse mais alto que o meu coração. Disse-lhe que ou sim ou sopas, que não o queria mais nem na minha vida, nem na minha cama. Fiquei orgulhosa de mim até ao fim de semana seguinte quando ele, mais uma vez me pediu para ir ter com ele. Jurei que era a última vez e fui. Como todos os cabrões, apesar de não primarem pela inteligência, têm as suas manhas e os seus truques. Nessa noite fui sair com ele, os seus primos e os seus melhores amigos. Nunca os tinha conhecido antes. Fui apresentada como namorada, comportei-me como namorada e ele seguiu-me o exemplo. Enganou-me, mais uma vez, porque não se consegue sobrepor o cérebro ao coração por muito tempo. Durou pouco tempo e voltamos ao mesmo. Chorei mais do que alguma vez me lembro ter chorado por alguém. O meu coração deixou-o ir aos poucos enquanto ele ia arranjando outras camas para passar as noites. Deixei de lhe falar. Ele veio atrás de mim, mas desta vez a presa tinha ganho forças suficientes para resistir ao seu predador. Arranquei-o da minha vida com a mesma intensidade com que o deixei entrar. Muito tempo passou até nos voltarmos a falar. Eu confiante, ele arrependido. Pediu desculpa, disse que me usou e que andava iludido com a sua vida de cabrão. Disse que o seu maior arrependimento tinha sido perder-me, e eu acredito nele. Pediu-me uma oportunidade. Ri-me. Os cabrões não mudam nunca.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Talvez me achem parva
Sou lamechas e romântica, gosto de falar coisas bonitas na cara das pessoas e engolir sapos para não dizer coisas feias. Continuo a achar que a vida é demasiado curta para nos preocuparmos demasiado. Sou uma pessoa de metas, de escolhas ponderadas e de caminhos nem sempre fáceis. Gosto de dizer que gosto, seja de alguém ou de um bolo que comi. Porque raio não o haveria de fazer? Digo o que penso muitas vezes, mas não consigo não dizer o que sinto. Sou uma pessoa de sentimentos (sim, o meu signo é peixes). Não me deito chateada com ninguém. Nunca. Choro muito, até de alegria. Sou despreocupada mas adoro pensar no futuro, desenhá-lo, construí-lo e se os planos saírem furados, paciência, amanhã é outro dia. A vida ensinou-me a não perder tempo. Lido tantas vezes com a morte, com o arrependimento daquilo que não foi feito, do perdão que não foi pedido, do orgulho que nos afasta de quem amamos, da viagem que não fizemos, do emprego que, por medo, não aceitamos. Por isso arrisco. Ou tento. Nem sempre há coragem, mas não quero ser uma pessoa de arrependimentos.
domingo, 4 de janeiro de 2015
Os Prós e Contras de ser Enfermeiro em Inglaterra
Bem, depois de dois meses em Inglaterra, chegou a altura de fazer a reflexão deste curto percurso:
Prós:
- Primeiro que tudo a oportunidade de trabalharmos como Enfermeiros;
- Para além do salário inicial, o facto de sermos aumentos no primeiro ano ao fim de seis meses, ao fim de um ano e a partir daí anualmente. Para além disso somos bem pagos por noites, feriados, fins-de-semana e afins;
- Os horários... Sim é verdade que trabalhar 12h30 ou 14h30 é muito cansativo mas permite-nos juntar umas folguitas e ir a Portugal;
- A existência de agências de staff. Basicamente existem agências onde nos podemos inscrever para fazermos turnos extra. Por exemplo se estivermos uns dias de folga e nos apetecer ganhar uns trocos extra, eles agradecem e pagam mais do que o hospital. Com três turnos por mês pagamos a renda da casa e não custa assim tanto;
- A progressão na carreira e o apoio que nos dão se quisermos investir na nossa formação;
- Os apoios na maternidade, os descontos por sermos trabalhadores do NHS (sistema nacional de saúde inglês) que vão desde o passe do autocarro até a restaurantes;
- Os apoios dados se viermos trabalhar através de uma agência de recrutamento, desde casa, formações, orientação durante as primeiras semanas;
- Os recursos que existem. Em Inglaterra não falta nada, se fores às urgências com uma dor de barriga brindam-te logo com todos os exames a que tens direito;
- O reconhecimento que dão aos enfermeiros portugueses e o valor que temos cá.
Contras:
- As saudades que não matam mas moem muito;
- O facto de sermos imigrantes, eu senti-me sempre bem acolhida, mas somos sempre "pessoas estranhas";
- A língua. Por melhor que sejam os nossos conhecimentos de inglês, chegamos cá e sentimos-nos uns verdadeiros burros. Seja por causa do sotaque, da linguagem técnica, das expressões típicas... há sempre muito para aprender;
- As rendas das casas. A verdade é que não notei grandes diferenças de preço entre Inglaterra e Portugal, existem coisas caras e baratas, vivemos conforme podemos. As minhas compras no supermercado não ficam mais caras do que em Portugal, a carne e o peixe não são baratos, mas por exemplo os produtos de higiene pessoal são bem mais baratos do que em Portugal. No entanto as rendas das casas são astronómicas, a renda que pago por um quarto numa casa partilhada na residência do hospital (que fica mais barata) é de 450 libras, mais de 500 euros;
- Muita gente se queixa do tempo, mas não acho que seja um contra. Claro que sinto falta dos dias de sol, de quando não era noite cerrada às 16h30, mas não é assim tão mau. O frio custa mas as casas são aquecidas o que é ótimo;
- Apesar dos recursos materiais serem abundantes, muitos enfermeiros optam por fazer as coisas mal e isso torna-se revoltante. Desde algaliar sem luvas esterilizadas a recusarem-se a puncionar doentes, não fazer posicionamentos... Há de tudo.
Possivelmente vou acrescentar mais coisas com o tempo, mas por enquanto é aquilo que se tornou mais evidente. Queria só acrescentar que em dois meses já consegui alugar casa para Fevereiro, ir a Portugal duas vezes, trazer cá o meu namorado, conseguir ir viver com o meu namorado e ter estabilidade financeira para nos "sustentar" enquanto ele não arranjar emprego, ir mobilando aos poucos a nossa casa... Coisas que possivelmente em Portugal não faria. Tenho um nível de vida bom, já investi muito dinheiro com esta situação de mudar de casa o que significa que daqui a uns tempos vou ter ainda mais estabilidade financeira. É um balanço positivo, acredito que só voltaria a Portugal se me proporcionassem as mesmas condições. Apesar disso cada pessoa vive a situação de emigrar de maneira distinta, portanto enquanto para mim os prós pesam mais, para outra pessoa poderão ser os contra.
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